Era um rato ordinário. Astuto, sagaz, veloz e faminto, mas agora estou falando de um cadáver. Por asco ou falta de coragem estou deixando os ínfimos restos mortais espalhados em cima do tapete. Não gosto de olhar nem mesmo de lembrar que permanecem por ali, porém já tomei a decisão! Dali não saem através da minha mão, não moverei um dedo sequer tentando retirar o corpo despedaçado de perto de mim. Que venham as conseqüências naturais, realmente não fará diferença alguma na paisagem mórbida do cemitério em que meu lar se transformou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário