galpão

sábado, 7 de novembro de 2009

"Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um preto-velho chorava. De "seus olhos" molhados, estranhas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porquê, contei-as ... Foram sete.

Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei.

- Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?

E ele, suavemente respondeu:

- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas."

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Este blog é um espaço de experimentação, atualizado por mim desde 2008.

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Eduardo Montelli